Li esse livro agora, pouco antes do Carnaval. Ele é intitulado
infanto-juvenil pela editora e conto de fadas pelo próprio autor. Um livro com
sátiros, faunos, animais falantes, feiticeiras, gigantes, príncipes e
princesas. É, pode-se chamar sim de contos de fadas.
Ele tem traços fortes de espiritualidade. É um
livro rico e com uma incrível relação com o divino. Deus é retratado de forma
clara, representado pelo Grande Leão Aslam. Um ser divino, filho do imperador
de além-mar e que é envolvido em um instigante ar misterioso. Nas crônicas, é
retratada toda sua influência sobre Nárnia, inclusive no surpreendente momento
da criação, quando ele cria tudo o que virá a existir em Nárnia apenas
cantando.
Bom, sempre ouvi falar muito bem das
"Crônicas de Nárnia". Posso dizer que, pelo menos na minha concepção,
é um clássico da literatura do século XX. Resolvi lê-las, na versão completa e
reunidas em um único volume.
Devo dizer que o livro é fantástico. Para quem
gosta de fantasia e aventura, com certeza vale a pena tê-lo em casa, pois é o
tipo de livro para se ler e reler.
Ele tem traços fortes de espiritualidade. É um
livro rico e com uma incrível relação com o divino. Deus é retratado de forma
clara, representado pelo Grande Leão Aslam. Um ser divino, filho do imperador
de além-mar e que é envolvido em um instigante ar misterioso. Nas crônicas, é
retratada toda sua influência sobre Nárnia, inclusive no surpreendente momento
da criação, quando ele cria tudo o que virá a existir em Nárnia apenas
cantando.
A história dos sete livros se passa alguns anos
antes e alguns depois da Primeira Guerra Mundial, no mundo real, pois em Nárnia
a época lembra a Idade Média com as mesmas características de vestir falar e
viver. As quatro crianças protagonistas são Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia,
sendo que, a cada livro se agrega novos personagens como Cáspian e Eustáquio, entre
outros.
Além de uma leitura fascinante, há também um
artigo de C.S.Lewis intitulado "Três maneiras de escrever para
crianças". Um artigo que me encantou, principalmente quando ele diz que
adultos é que são levados a sério e que tudo relacionado a crianças é tido como
algo sem importância, mas que para ele é justamente o contrario. Adultos que
admiram adultos, que se preocupam em ser adultos e desprezam o infantil, são
exatamente as crianças, pois essas são características de uma criança/adolescente.
Outra concepção dele também bem interessante é
a de 'crescimento'. Ele diz que o crescimento é aquilo que agrega, que soma.
Diz que um adulto não precisa deixar de gostar de contos de fadas apenas por
que é um adulto. Claro que outras leituras irão lhe interessar, mas as antigas
não precisam ser abandonadas, e isso é crescimento. De outro modo serão apenas
mudanças.
“As histórias para crianças que só interessam às crianças não são boas histórias." – C.S.Lewis
"Como Tolkien, C.S.Lewis redefiniu a natureza da fantasia, acrescentando riqueza, beleza e dimensão... Nos nossos tempos, todo reino da fantasia deve ser avaliado em xomparação com Nárnia." - Lloyd Alexander (1924-2007) foi um influente autor estadunidense que escreveu mais de 40 livros, principalmente romances de fantasia.
Claro que agora fiquei com muita vontade de ler as crônicas... os filmes são incríveis e os livros costumam ser muito mais ricos, ainda mais com essa resenha... o interesse aumenta. Fiquei pensando depois sobre essa coisa do crescimento e creio que discordo um pouco, viu. Crescer é agregar, sim, mas acho que muitas muitas e muitas vezes, crescer é romper. Mas aí é outra conversa! Adorei a cara do blog, bem tu! Vou ficar acompanhando tudinho. Um cheiro apertado!
ResponderExcluirQue bom que você gostou Ana, fico muito feliz de ter ajudado, um cheiro :*
ExcluirSimplesmente perfeito!!!!!! Entrou na minha lista de livros para ler...
ResponderExcluirAmei Bel, vou ficar acompanhando.
Beijos
bj Nonó :*
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