Já faz um tempinho que li esse livro. Acho que mais de dois meses. Mas a história é bastante boa e condiz com sua fama.
A princípio, quando o livro me foi oferecido como uma boa leitura, eu o recusei por achar que, por ter como plano de fundo a Segunda Guerra Mundial, ele seria um pouco pesado, pois logo me veio a lembrança do "Diário de Anne Frank" e "O menino de pijama listrado". Mas depois que o li realmente adorei, pois o autor trata desse tema com intensidade, mas de forma sensível também.
O livro é narrado pela própria Morte, que é personificada pelo autor, e faz piadas e trocadilhos que só mesmo essa posição permitiria, o que dá um ar de descontração e irreverência à história.
A obra conta a vida de Liesel Meminger - ou roubadora de livros, como a narradora gosta de chamá-la - uma menina pobre, de vida difícil, que logo nas primeiras páginas perde o irmão e é deixada para a adoção pela mãe, que não tem condições de criá-la. Em decorrência dessas circunstâncias ela vai parar na rua Himmel, uma insignificante ruela na parte pobre de uma cidadezinha alemã que, ironicamente tem como significado "céu", apesar de sua precariedade. Lá, Liesel faz amizade com Rudy, que viria a ser seu melhor amigo. Sua nova mãe gosta da menina, apesar de não demonstrar. Mas por outro lado, seu novo pai é muito carinhoso com ela e é marcado na história como "o tocador de acordeão". Entrará na vida de Liesel ainda, a mulher do prefeito e sua sedutora biblioteca e um judeu muito especial.
Apesar de todas as dificuldades que a roubadora de livros enfrenta, ela tem uma vida de sutís alegrias e travessuras, como roubar maçãs em um pomar e ler seus escassos, mas queridos livros. Afinal de contas ela é uma criança e, apesar de tudo, é feliz como tal, na medida do possível.
